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Pensamentos arbítrios #4

  • 10 de mar.
  • 3 min de leitura

Entrevista sobre a poeta Orides Fontela

Está no ar a entrevista com a psicanalista Waléria Nunes, que é formada em Letras português, mestre e doutoranda em literatura, todos pela UFSC. Conversamos sobre vida e obra da atual homenageada pela FLIP neste ano, a filósofa e proleta Orides Fontela. Iterrompa essa corrente histórica de dessaber sobre a poeta e volte AQUI para ver a entrevista depois de ler os pensamentos de hoje. 


Aula nova no entretelaspsi.com

A aula ‘O caso HAS, autismo e formação psicanalítica’ está no ar para os assinantes do entretelaspsi. Haja trabalho de pesquisa para essa aula. Uma pesquisa jornalística para saber detalhes da HAS e uma pesquisa teórica para articular a situação com a obra lacaniana. Bom proveito para mim e, espero, para quem assistir. Até o final deste mês, faremos o encontro de membros para debater mais a situação. Aula de abril já está pronta e será ministrada pelo psicanalista Thiago Miranda. Em breve, trago notícias.


Ditos analistas cometem assédios

As denúncias contra os ditos analistas são angustiantes e estarrecedoras. Acordei hoje às quatro da manhã para escrever algum texto de análise enquanto escutava a Lívia Vigil, a Sara, o Jairo e a Fernanda no Brasil247. Escrevi muitas linhas fazendo um recorte de cada situacão, mas apaguei. Os relatos foram ditos, as análises foram feitas por elas próprias e agora me cabe continuar atento a essas situações, para não reproduzi-las e para romper com o pacto quando testemunhá-lo. Acerca desse pacto, confesso, é inacreditável ver ele acontecer sob a forma de um acolhimento que viraliza as desculpas desses homens. O Lucas, que publicou um vídeo fazendo uma análise desastrosa do movimento e apagou logo depois, fez um pedido de desculpas por texto que, pasmém, viralizou mais do que muitos relatos de assédio. Já o Felipe, parece custar a acreditar nos testemunhos de amigos e na ex-namorada sobre sua exagerada agressividade. Admissão à revelia, justificativa e publicidade espetaculosa. Resultado? Uma das publicações mais curtidas em seu perfil nos últimos tempos, inclusive por colegas que estimo, homens e mulheres. A interação com essas publicações tem formato de coração. Amar esses posicionamentos? Não dá, gente… Se não contribuí para o cancelamento de nenhuma dessas figuras, certamente não contribuirei para o apoio. A situação está no ápice e as denúncias precisam continuar seu impacto reflexivo e responsabilizatório. Se me custará a libra de carne ao nomeá-los… se me custará as duas moedas para navegar o rio Aqueronte… se me lerão com falta de coleguismo e polidez esperados de um psicanalista, a barbaridade está em quem me cobra isso. O momento de acolhimento é único e exclusivo DELAS.


O pedantismo anti-literário de Aurora Bernardini e Edouard Louis

Em agosto do ano passado, Aurora Bernardini afirmou que Itamar, Ernaux e Ferrante não são literatura. Agora, em entrevista para a folha na semana passada, foi a vez de Edouard Luis repetir o pedantismo da alta literatura. Afirmou que Elena Ferrante está fazendo romance para adolescentes, que seus livros são “realmente ruins” e que literatura ruim tem o direito de existir. Ele preferiu comparar as autoras citadas na pergunta e opinar sobre aquela que não gosta, reproduzindo o pedantismo da alta literatura na convicção de que ele próprio, aos olhos da contestável ideia de alta literatura, faça parte dela. Eu digo ou vocês dizem?



 
 
 

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